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VI Conferência Brasileira do ProZ.com

De todos, acredito que este seja o post do blog que mais me deixou orgulhosa até agora. A grande novidade é que, apesar de ter menos de um ano de existência, o TransMit já está grandinho o bastante para patrocinar um evento da área de tradução: a VI Conferência Brasileira do ProZ. A conferência acontecerá nos dias 23 a 25 de setembro, em Curitiba, uma cidade que eu mal posso esperar para conhecer.

Pelo lema “Boas práticas e caminhos”, a organização já deixa claro que a ideia é dar exemplos positivos de caminhos que podem servir de inspiração e base para o nosso sucesso profissional. Seguindo esse pensamento, marcarei presença com uma palestra para mostrar que só errar não basta, mas que é preciso extrair o potencial dos erros e fazer o que estiver ao nosso alcance para aprender com eles.

Quem acompanha minhas palestras sabe que costumo falar muito sobre os vilões dos textos (problemas de gramática, ortografia, estilo etc.), mas há vários outros que constantemente tiram o nosso sono. Alguns são monstros enraizados em nós mesmos, como a ansiedade e a procrastinação, enquanto outros nem sempre estão ao nosso alcance, por exemplo, a falta de organização dos clientes. Portanto, considere esta palestra como um momento para encarar de vez esses outros vilões.

No entanto, não se engane achando que vou passar uma hora falando só sobre coisas ruins para o público ouvir: desta vez, a palavra-chave vai ser interação. Mesmo que eu use algumas situações pessoais como base, vamos ilustrar histórias, conversar sobre problemas (emocionais e práticos), ouvir um bocadinho do que cada um tem a dizer e propor soluções interessantes, tudo isso conjuntamente.

Em suma, o objetivo é pensar em estratégias, boas práticas e pequenas atitudes que podem mudar radicalmente nossa postura profissional. Afinal de contas, o caminho entre o primeiro e-mail e a entrega final de um projeto traduzido é longo e cheio de desafios, e o melhor que você pode fazer é se preparar para enfrentar todos eles de cabeça erguida. Então, vejo você em Curitiba 😉


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VI Congresso de Tradução e Interpretação da Abrates

Depois de falar sobre a relação tradutor-revisor em 2013 e, no ano passado, sobre o panorama de atribuições e cargos de uma empresa de tradução, decidi que agora é hora de oferecer ao público do congresso da Abrates um bate-papo interessante sobre uma função que (pasmem!) muita gente ainda não conhece: o gerenciamento de projetos.
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Para falar sobre isso, nada melhor do que contar com a presença de um PM (Project Manager), certo? Portanto, este ano palestraremos eu e meu colega Bruno Fontes, que já gerencia projetos na Ccaps há cerca de dois anos. E sobre o que vamos falar? Em resumo, abordaremos questões como:
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> Quais são as características essenciais de um bom PM?
> O que diferencia PMs bons de PMs excelentes?
> O que um PM pode fazer para melhorar/facilitar a vida do tradutor?
Além dessas questões iniciais, falaremos sobre outros conceitos fundamentais, como comunicação (oral e escrita), negociação de prazos, escopo, confiabilidade, capacidade de resposta, disponibilidade… Enfim, teremos um pouquinho de quase tudo que julgamos necessário para estabelecer uma interação saudável e uma rotina organizada de trabalho.
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Se esses temas despertaram seu interesse, apareça! E se quiser sugerir mais algum tema ou fazer uma pergunta específica (aquela pergunta que todo mundo sempre quis fazer, mas nunca teve coragem…), envie um e-mail para [email protected]. Não deixe de participar! Seu tema e/ou pergunta pode ser selecionado e apresentado com um destaque todo especial na palestra.
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Confira aqui a programação do evento e já deixe nosso horário reservado na sua agenda. Até lá! 😉

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E lá vamos nós: V Congresso de Tradução e Interpretação da Abrates

Mãos frias e trêmulas, boca seca e uma vontade terrível de ser engolida pelo chão. Nos primeiros cinco minutos, então… é um horror. A gente arregala os olhos e gagueja, mas tem que manter a pose e seguir em frente, se apoiando na promessa de que os próximos minutos serão menos torturantes.

Não sei se isso acontece com todo mundo, mas a experiência de dar uma palestra foi assim para mim. Apesar desses pesares, o saldo foi tão positivo que decidi me arriscar de novo e, mais uma vez, a Abrates me deu essa chance. Pelo menos agora eu não vou sozinha! Chamei o Eduardo Gama para palestrar comigo, e ele topou gaguejar também: agora só nos resta ver no que vai dar.

Na palestra deste ano, cujo tema você pode ver aqui, a ideia é falar basicamente sobre estas três etapas pelas quais todo tradutor passa ao aceitar um trabalho da Ccaps:

1- Negociação com o gerente (PM, Project Manager): quando o gerente envia um trabalho, do que você precisa saber? Quais informações básicas você deve solicitar para aceitar o projeto? Se ele não especificar um prazo, como você deve se organizar? E se você sentir que o prazo estipulado está curto, e que você vai atrasar? O que fazer?

2- Recebimento e conversão dos arquivos: qual ferramenta você vai usar durante a tradução? É necessário exportar pacotes, importar TMs  e bases terminológicas, criar glossários? E se você tiver problemas para fazer tudo isso nos arquivos, a quem deve procurar?

3- Avaliação e resultados: a maior parte dos tradutores da Ccaps recebe ou já recebeu algum tipo de feedback/avaliação, em geral acompanhado por uma planilha de  LQA – Language Quality Assurance. Após dois anos de avaliações constantes, como está o panorama do nosso desempenho como tradutores? Quais são os problemas mais recorrentes (com exemplos)? Onde estamos errando mais? O que fazer para melhorar? E os pontos fortes, como aprimorá-los?

Enfim, gaguejando muito e tremendo bastante, eu e o Gama iremos abordar esses assuntos da melhor maneira possível, esclarecendo as dúvidas e tentando mostrar mais ou menos como é o dia a dia dos tradutores da Ccaps. Se a palestra for ruim, pelo menos você vai ganhar uma bala Juquinha e um chocolate (e quem me conhece já sabe que eu sou uma moça de palavra).

Se você já trabalha com a gente e ainda não nos conhece pessoalmente, não deixe de aparecer! Se você não trabalha com a Ccaps, mas gostaria de uma oportunidade, marque sua presença também. Nossa palestra será no dia 20 de setembro, às 15h45 (veja mais detalhes sobre o local e a sala aqui). E, claro, aproveite também as outras apresentações do congresso da Abrates, que promete ser muito bom, como sempre!


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Networking em congressos: antes, durante e depois

Engana-se quem pensa que fazer um bom networking em congressos, simpósios ou conferências limita-se apenas a aparecer no dia do evento distribuindo cartões de visita. Nem preciso dizer que a troca de cartões de visita é essencial, e que você deve levar quantos puder no dia do evento. Entretanto, o objetivo deste post é mostrar que o networking pode (e deve) ir muito além disso.

Primeiramente, é preciso considerar as ações a serem tomadas antes e depois, e não apenas durante o evento. Por isso, organizei algumas reflexões pessoais que podem ajudar você a fazer um networking ainda mais eficiente e inteligente daqui em diante:

Antes:

Acesse o site do evento, no qual certamente haverá o resumo de cada palestra (com data e horário) e uma biografia simples de cada palestrante. Assim, você já organiza sua agenda de antemão e tem uma boa noção dos assuntos que possam interessá-lo durante o congresso.

Caso haja alguma informação de contato dos palestrantes que mais chamarem sua atenção, fale com eles, apresente-se e explique o porquê do seu interesse em comparecer às apresentações deles. Dessa maneira, você os conhece antes mesmo de sair de casa e os motiva a fazer uma palestra ainda melhor.

Durante:

Preciso dizer para você providenciar cartões de visita? Você participará de um evento cheio de profissionais dispostos a compartilhar ideias e até mesmo oportunidades de trabalho. Como nesses ambientes há várias pessoas, é provável que muitas das quais conversaram com você não se lembrem “de cabeça” do seu contato após alguns dias, e por isso dar seu cartão de visitas é tão importante. Mas lembre-se: são cartões de visita, e não panfletos. Não saia distribuindo seus cartões a qualquer pessoa que aparecer pela frente, e procure direcionar seus contatos. Afinal de contas, se você traduz do francês para o inglês, talvez seu perfil não seja interessante para um cliente à procura de tradutores de chinês para português.

Outra bela maneira de fazer networking no dia do evento é mostrando-se ativo nas palestras, comentando e interagindo com os palestrantes e o público. Participe, não apenas assista. Pergunte e comente, mas faça isso de maneira inteligente. Evite comentários pobres, como o famoso “muito legal o que você disse!” e só. Argumente e explique por que motivo você gostou de algum trecho ou momento específico da palestra. “Muito legal o que você disse no slide XX, porque esse tipo de problema/situação acontece diariamente em agências/empresas/com freelas e poderia ser evitado se fizéssemos YYY”.

Depois:

Na maioria das vezes, após um evento muito esperado, nos sentimos empolgados e extremamente enriquecidos. As palestras nos enchem de conhecimento, os novos contatos podem gerar grandes oportunidades de trabalho e, de quebra, ainda fazemos amigos. E por que não compartilhar esse sentimento com as pessoas?

Reserve algumas horas um ou dois dias após o evento, pegue todos aqueles cartões de visita que você recebeu e entre em contato com as pessoas para dizer o quanto foi bom conhecê-las. Faça isso de maneira simples: duas ou três frases já são o suficiente para resumir a importância que o evento e o encontro tiveram para você. Aproveite esse momento também para dar outras informações de contato (aquelas que não couberam no cartão de visitas, sabe?). Dê seu Facebook, Twitter, Skype, LinkedIn e outros números de telefone, para que vocês mantenham o contato.

Por fim, procure agradecer aos organizadores do evento. Eu pessoalmente nunca organizei um evento (quem sabe um dia, se surgir um convite?), mas acredito que fazer isso é um grande desafio. Reunir palestrantes de várias partes do Brasil e do mundo, escolher o lugar ideal, organizar as salas e muitas outras tarefas inimagináveis está longe de ser fácil, e deve causar muito estresse. Por isso, não esqueça de que essas pessoas trabalharam duro para oferecer o melhor evento a você, e mostrar sua gratidão a elas pode ser bastante recompensador.

Por fim, depois de todas essas dicas, só me resta dar mais um conselho: divirta-se!


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