Métricas de qualidade

Trabalho com tradutores iniciantes há alguns anos e sei que uma das principais queixas é a dificuldade de receber feedbacks. Quase sempre não recebemos e, quando isso acontece, temos a sensação de que são avaliações rasas e sem o menor fundamento. Essa questão fica ainda mais frustrante quando os tradutores se dedicam a fazer testes de agências e sequer recebem resposta.

Bom, deixa eu contar um segredo (que nem é tão segredo assim): agências de tradução que prezam minimamente pela qualidade usam uma série de critérios para avaliar os textos e elaborar suas próprias medidas de sistematização. Embora os processos variem em nome (LQE, LQA, LQI…*) e os critérios linguísticos tenham uma diferença ou outra, praticamente todas as agências bebem desta mesmíssima fonte: as Multidimensional Quality Metrics.

Esse documento é longo, minucioso e muito elucidativo, elaborado com base em dados coletados pela TAUS e pela DFKI. Para quem não conhece, a DFKI é um centro de pesquisa em inteligência artificial com foco em “tecnologia linguística”, e a TAUS é a maior referência de métricas e sistematização de qualidade do nosso setor.

Ou seja, a leitura é mais do que recomendada. O conteúdo é válido não apenas para entendermos como nossos textos são avaliados, mas também para sabemos embasar nossos argumentos caso não concordemos com uma revisão.

O anúncio da elaboração das Multidimensional Quality Metrics foi feito em 2015, leia a notícia completa aqui.

 

*LQE = Language Quality Evaluation
*LQA = Language Quality Assurance
*LQI = Language Quality Inspection


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