Author Archives: Mitsue Siqueira


Quanto cobrar, afinal?

 

Sem delongas, a resposta definitiva dessa pergunta é: não há resposta definitiva. Calcular o preço do seu trabalho e definir a forma como você pretende cobrá-lo depende não apenas das exigências do mercado, mas de variáveis muito pessoais. Portanto, não leve a mal quando tradutores experientes não respondem essa pergunta, mas é que não dá para responder sempre com um valor exato.

Um ponto de partida interessante para pensar nesse assunto é fazer a seguinte reflexão: quanto eu preciso ganhar por mês? Pense em um valor mínimo de que você precisa mensalmente para viver. Faça o somatório de todas as suas despesas fixas, por exemplo, e estipule essa quantia essencial. Tenho uma péssima relação com números, então vamos trabalhar um exemplo com valores arredondados para não confundir as ideias.

 

Análise do seu preço

Suponhamos que você tenha concluído que precisa receber pelo menos R$ 2.000 reais por mês. Com menos do que isso, você não consegue pagar suas contas. Agora, suponhamos que você queira trabalhar somente 20 dias do mês, pois quer aproveitar os fins de semana e folguinhas ocasionais. Com essas informações, já conseguimos estipular quanto você deve ganhar por dia:

R$ 2.000 / 20 dias = R$ 100 por dia

Ok, já sabemos que você deve ganhar pelo menos 100 reais por dia para (sobre)viver, ótimo começo. Agora, precisamos determinar quantas horas do seu dia você quer dedicar à tradução. Supondo que você queira traduzir durante 5 horas por dia, fica mais fácil calcular seu valor por hora:

R$ 100 / 5 horas = R$ 20 por hora

Perfeito. Para custear suas despesas básicas, você deve cobrar 20 reais por hora. Ok, mas e o valor por palavra? Neste momento, é preciso pensar na sua produtividade, i.e., em quantas palavras você consegue traduzir por hora. Infelizmente não conheço fórmula mágica para calcular a produtividade* e sinto informar que dificilmente você vai extrair um número exato.

Bom, nem tudo está perdido. A média de produtividade do mercado de tradução é de aproximadamente 2.800 palavras por dia (considerando um dia de trabalho de 8 horas), o que equivale a 350 palavras por hora. É claro que esse número pode variar para mais ou menos dependendo de alguns fatores, como familiaridade com o assunto, dificuldade terminológica, tipo de texto, par de idiomas, prazo e ferramenta usada. Ainda assim, extrair uma média é importantíssimo para calcular o preço da sua palavra.

Supondo que você tenha chegado à média de 300 palavras traduzidas por hora, fica fácil calcular o valor da sua palavra:

R$ 20 por hora / 300 palavras = R$ 0,066666 > R$ 0,07

Prontinho. Com meia dúzia de informações básicas, você conseguiu extrair seu preço por dia, por hora e por palavra. O mesmo raciocínio pode ser aplicado ao cálculo de laudas: quantas laudas eu traduzo por hora? Sabendo a sua média de produtividade, não vai ser difícil extrair a média de preço.

No entanto, é preciso reconhecer que ninguém quer trabalhar só para pagar contas. Ou seja, na hora de estipular o valor do seu trabalho, parta de uma quantia mensal que envolva mais do que o necessário para custear sua sobrevivência. Pense nos impostos que a sua empresa paga, nos seus investimentos em tecnologia e ferramentas, nas férias que você pretende tirar, na festa que você quer fazer no seu aniversário, no material escolar das crianças e em muitos outros compromi$$os que, mais uma vez, variam conforme cada pessoa. Tudo isso precisa estar embutido no valor do seu tempo.

 

Análise do mercado

Feitos esses cálculos iniciais, o próximo passo é se perguntar o seguinte: quais clientes podem pagar o meu preço? Esta reflexão envolve fatores que estão além do nosso controle, e você precisa fazer uma análise mais ampla do mercado. Tradutores experientes sabem que, em geral, agências brasileiras pagam menos do que agências da Europa, e alguns países da Europa pagam menos do que outros. China e Índia são conhecidos como países que pagam menos, os Estados Unidos têm grandes empresas que pagam mais. Trabalhar com clientes diretos costuma dar mais lucro, mas demanda muito mais tempo e jogo de cintura. Enfim, esse é o tipo de informação que você só vai obter quando começar a bater em algumas portas.

Depois de pensar nessas condições, é hora de ajustar os fatores que você pode controlar para acomodar as demandas que vão além do seu controle. Por exemplo, você sempre quis trabalhar com determinada agência da Espanha, mas o orçamento dela não cobre o seu preço. Nesse caso, pergunte-se: vale a pena ajustar as minhas condições para acomodar o orçamento da empresa, ou é melhor procurar outra? Se achar que vale a pena, você pode reduzir um pouco o seu preço por palavra e trabalhar mais horas por dia, de maneira a compensar a redução do preço com o aumento do tempo dedicado. Por outro lado, se você quer trabalhar menos horas e aumentar seu preço, corra atrás de clientes que consigam acomodar o seu perfil sem exigir sacrifícios da sua parte.

 

Depende do contexto

Mais uma vez, todas essas reflexões e considerações são apenas um ponto de partida. Algumas pessoas vão achar que 2.000 reais é mais do que o suficiente para receber por mês, enquanto outras podem dizer que esse valor mal paga as despesas essenciais. Os valores mencionados aqui são exemplos meramente ilustrativos e estão longe de ser verdade absoluta; quem determina o preço do seu trabalho são as necessidades da sua vida. Por isso é tão difícil quantificar valores exatos e fixos, entende? No fim das contas, tudo isso se resume a algo que já estamos acostumadíssimos a falar: depende do contexto. 😉

 

*Para calcular sua produtividade, procure registrar o tempo gasto com cada tarefa. Assim que você começar a traduzir um arquivo, acione o cronômetro e só desligue depois que der a tradução como pronta para a entrega. Procure fazer esse exercício diária e consistentemente, se possível em vários textos e ferramentas. Assim, você vai conhecer cada vez melhor o seu potencial e as suas limitações em cada um dos cenários. Se quiser um empurrãozinho, anote o tempo despendido nesta planilha e ela calculará automaticamente a sua produtividade.



A empatia no IV Congresso da Abrates

Ok, vamos de papo sério agora. Se traduzir já é uma experiência íntima, revisar é uma tarefa ainda mais delicada. No contexto do TransMit, permitir-se uma revisão de si mesmo é um gesto que exige coragem porque, de certa maneira, você reconhece a necessidade de melhorar e escolhe expor suas fraquezas a outra pessoa. Em outras palavras, é baixar a guarda e dar a cara a tapa.

Cabe a nós, revisores, a árdua responsabilidade de direcionar os holofotes aos erros. Antes de resolver (de verdade) um problema, precisamos identificá-lo e expô-lo, correto? Pois bem, é o que fazemos aqui. Dificilmente os resultados dessa exposição não abalam a autoestima de quem está do outro lado da tela. Os comentários e reações são os mais diversos; alguns demonstram pequenas inseguranças e frustrações, outros revelam o peso de problemas muito mais graves.

Já está mais do que na hora de reconhecer que nossas palavras e atitudes têm efeito sobre outras pessoas.

Este ano, na palestra de abertura do IX Congresso da Abrates, Petê Risatti mencionou o problema da autoestima, da falta de empatia e tantos outros que ainda assombram o nosso mercado. E como o lema do TransMit é A empatia ainda vai mudar o mundo, sabemos muito bem da importância de tratar as relações humanas com o respeito e a consideração devida. Já está mais do que na hora de reconhecer que nossas palavras e atitudes têm efeito sobre outras pessoas.

Para nós, do TransMit, toda essa experiência dos últimos dois anos confirmou uma suspeita antiga: todos nós somos extremamente inseguros. Sofremos de depressão e ansiedade, e não somos poucos. Não é frescura. Não é bobagem. Depressão e ansiedade são assuntos sérios, que merecem ser conversados e tratados.

Embora a equipe do TransMit não tenha psicólogos, queremos deixar bem claro que somos bons ouvintes. Converse com a gente, se quiser. Comente algum caso aqui ou escreva por e-mail, se preferir. Seja por onde for, estamos aqui. Pode chegar, a casa é sua 

Acesse aqui a palestra do Petê.



E aí, como vai essa força?

Você trabalha em média quantas horas por dia? Durante esse período, quantos intervalos você faz? E durante esses intervalos, você costuma movimentar o corpo?

Tradutores passam tantas horas diante do computador, lidando com uma infinidade de projetos e demandas (estressantes…), que acabam nem vendo o tempo passar. Submeter o corpo a esse ritmo intenso de trabalho por períodos muito longos pode ter consequências dolorosas, além de causar problemas mais graves do que imaginamos.

Pensando nisso, o Projeto TransMit propõe quatro exercícios simples que certamente vão ajudar a reverter esse quadro. Todos os procedimentos foram recomendados por profissionais de saúde e podem ser feitos diariamente, em qualquer lugar. Você não precisará de equipamentos ou aparelhos especiais: basta ter disposição e vontade.

Para acessar os exercícios e as recomendações, acesse aqui.



O marketing e o (in)feliz dia da mulher

 

Ontem foi um dos 8 de março mais atribulados para mim porque tomei a decisão de ler notícias e acompanhar a reação de colegas, grupos e empresas à data. Apesar das boas iniciativas, as (muitas) tentativas desastrosas de “presentes” e “elogios” nos mostraram que as mulheres ainda têm um longo caminho pela frente. O mais curioso é que todas essas tentativas falhas têm origem no mesmo problema: a falta de empatia. E como empatia é o tema de interesse este ano, vamos falar um pouquinho sobre ela no contexto do marketing empresarial.

 

Problema 1: empresas que se baseiam em estereótipos

Uma das grandes barreiras à empatia são os preconceitos, isto é, ideias generalizadas formadas sem a base ou o conhecimento necessário de uma causa. Neste post, vamos combinar que o termo preconceito será abordado apenas como opinião ou ideia preconcebida sobre algo ou alguém. Por enquanto, não mergulhemos a fundo no sentido de juízo de valor, discriminação ou intolerância.

Bom, eu poderia listar mil preconceitos agora, mas vamos aos mais clássicos sobre as mulheres: todas gostam de rosa. Todas gostam de pintar as unhas. Todas gostam de alisar os cabelos. Todas adoram salto alto. Todas gostam de maquiagem. E mais: todas as mulheres são super-heroínas. Todas querem ter filhos. Todas gostam de crianças. Todas têm uma capacidade natural de cuidar de casa, trabalho e família. E gostam, são felizes assim; afinal, está no DNA delas.

Viu? Identificar estereótipos não é tão difícil assim.

 

Problema 2: empresas que não sabem segmentar sua audiência

A partir do momento que me proponho a fazer uma campanha centrada apenas em um ou mais estereótipos, acabo excluindo grupos que pensem ou ajam diferente. É claro que você pode pintar toda a sua loja de rosa no dia 8 de março, é claro que você pode concentrar sua campanha de marketing em produtos para a casa. Só não esqueça de que pintar a loja de rosa pode afastar clientes que prefiram outras cores, ou que vender produtos para a casa pode não ser um bom atrativo para o público consumidor de maquiagens ou sapatos.

Busque ideais relevantes de verdade, não desperdice seu público.

A pergunta que não quer calar é: por que fundamentar toda a sua campanha de marketing nesses estereótipos? Não faz sentido segmentar sua audiência visando alcançar a um grupo menor, quando há tantas outras mulheres por aí com valores e ideais mais abrangentes, clamando serem ouvidas e representadas.

 

Problema 3: empresas que não conhecem o público

Por uma questão muito óbvia e compreensível, homens podem ter dificuldade de entender esses ideais ou de chegar a uma conclusão sobre algo que agradaria a todas as mulheres. Crescemos em meio a uma cultura de que “mulher é complicada” e “mulher é bicho difícil” (mais preconceitos). Em uma sociedade como a nossa, cujo egoísmo ainda tem raízes muito fortes, é fácil anularmos a individualidade do outro tentando reduzir sua experiência pessoal a uma generalização qualquer.

Afinal, o que as mulheres querem? Faça o seu dever de casa, pesquise. Você pode começar por este artigo, que certamente vai levar a muitos outros. Se você é homem e já pesquisou, mas ainda não conseguiu chegar a uma conclusão, converse com o máximo possível de mulheres. Interaja, procure conhecer suas vivências, se coloque no lugar de todas elas.

Ainda que sejamos diferentes, cada uma a sua maneira, com suas preferências e peculiaridades, no fundo todas nós queremos o mesmo: respeito, igualdade, valorização, voz. Pesquise e você descobrirá que não é tão difícil assim chegar a essas conclusões.

 

Patricia Moore: um mulherão que toda empresa deveria conhecer

Dados científicos já comprovam que a empatia é uma habilidade que pode ser exercitada. Ou seja, entender o público pode até ser difícil, mas não é (nem nunca foi) impossível. O marketing empático é uma ferramenta utilíssima para estimular a experiência da imersão, e um dos exemplos mais brilhantes disso é a Patricia Moore.

Nos idos de 1979, no ambiente predominantemente masculino das áreas de arquitetura, design e engenharia, Patricia conseguiu dar voz a seus ideais de maneira tão fenomenal que hoje é considerada uma das maiores especialistas do mundo sobre comportamento do consumidor. Em uma grande experiência de imersão empática, aos 26 anos, Patricia se transformou em uma idosa para entender as necessidades de seu público. Essa estratégia ficou conhecida como a Elder Empathic Experience, veja mais informações aqui.

Se hoje já ouço relatos de colegas mulheres sobre como é desafiador estudar e trabalhar em ambientes masculinos, lidando não apenas com o assédio, mas com a desvalorização de seus ideais e opiniões, imaginar esses mesmos desafios acontecendo há tantos anos só aumenta o meu respeito por uma profissional como Patricia Moore. Empresas, é disso que precisamos: abram alas para suas Patricias, Julias, Marianas e tantas outras.

 

A mulher no setor de serviços linguísticos

Desde que comecei a trabalhar, revisei alguns homens, mas muito mais mulheres. Nos eventos e congressos que frequento, sempre há alguns homens, mas uma quantidade muito maior de mulheres. Salvo certos nichos, somos um mercado predominantemente feminino e creio que isso seja um consenso. Então, para terminar, tomo a liberdade de compartilhar algumas reflexões.

Quantas dessas mulheres ocupam cargos de liderança? Quantas você conhece em diretorias e presidências de grandes empresas, associações ou instituições de ensino? Quantas já se sentiram diminuídas no ambiente de trabalho? Quantas se sentem valorizadas, inclusive em termos de salário? E o mais importante: será que homens e mulheres têm respostas diferentes para essas perguntas? A tradutora e revisora Carreen Schroeder fez uma pequena pesquisa sobre isso. Os resultados são intrigantes e merecem nossa reflexão, já que seus apontamentos abrem espaço para falarmos sobre temas de interesse das mulheres desse mercado de trabalho.

Portanto, fica a proposta: pesquise, imerja, conheça, entenda. Abra espaço e procure ver as situações pelos olhos do público. Nem sempre é fácil, mas mulheres como Patricia e Carreen estão aí para nos mostrar que não é impossível.

E às minhas colegas, desejo que tenhamos dias melhores, na medida do possível. Talvez um dia consigamos ter um 8 de março verdadeiramente feliz para todas.



10 orientações para quem quer ser revisor(a)

Este post é de autoria de Ligia Ribeiro e foi publicado com autorização da autora. Para saber mais, acesse Arca do saber.

Cenário 1:

Você tem sólida experiência como tradutor (a), já realizou vários projetos inerentes à área de sua especialização, tem fluência no alemão, sabe usar ferramentas e software específicos para a tradução, mas agora decidiu que é hora de também ser um (a) revisor (a).

Cenário 2:

Você tem formação em letras, gosta de estudar a gramática da língua portuguesa brasileira, tem facilidade na escrita, é fluente no espanhol e leciona em uma escola de idiomas. Porém, você quer incluir projetos de revisão nas suas atividades profissionais.

Cenário 3:

Você é graduado (a) em administração, voltou ao Brasil após um curso de intercâmbio no exterior, fala fluentemente os idiomas italiano e inglês, escreve e se comunica muito bem no idioma português brasileiro e resolveu realizar trabalhos de revisão.

Cenário 4:

Você é estudante de jornalismo, tem francês avançado, um bom português, gosta de escrever e quer começar a revisar textos.

Cenário 5:

Você está desempregado (a), seu inglês é fluente, tem um bom português e quer ser revisor (a) como um bico, enquanto não encontra outro trabalho.

Independente de qual desses cenários você faça parte, se achar que o trabalho de um (a) revisor (a) consiste somente em passar um corretor ortográfico em um texto, é melhor “revisar” o seu conceito. Saiba que uma revisão requer muito mais do que ter uma boa escrita, ser fluente em outro idioma ou ter um excelente conhecimento da gramática portuguesa. É preciso visão crítica e aguçada, distanciamento do texto que está sendo revisado e, principalmente, a habilidade de um joalheiro – ser capaz de lapidar uma obra. 

Os revisores eficientes são aqueles que leem TODO o texto com cuidado, examinando cada frase em busca da compreensão e da fluidez, desconfiando de alguma sonoridade estranha aos seus ouvidos. Cada pontuação, concordância, regência, conjugações verbais, colocações pronominais e quaisquer aspectos da nossa gramática deverão ser esmiuçados, questionados e confirmados.

Depois de horas diante da telinha do computador, os olhos tendem a não “pegar” possíveis erros no texto. Mesmo usando ferramentas para auxiliar o processo de revisão, como o revisor do Word ou do software XBench, ou o revisor de CAT Tools, entre outros, algum erro acaba passando. E me refiro a problemas de ortografia, pois se falarmos sobre a ausência de coesão, os erros gramaticais e as frases sem coerência, por exemplo, não há programas, pelo menos não conheço, que sejam capazes de fazer essa revisão. Ela ainda depende do ser humano.

Portanto, se você tem interesse em realizar trabalhos de revisão, seguem abaixo algumas orientações:

  1. Se o texto que você está revisando é um texto técnico, analise as terminologias empregadas, de acordo com o glossário utilizado. Veja se elas correspondem ao contexto.
  2. Reveja se o estilo do texto de chegada está coeso com o texto de partida.
  3. Verifique se não há erros ortográficos, como: pontuação, palavras escritas erradas, símbolos ou números trocados, erros de digitação, entre outros.
  4. Verifique também a gramática. Veja se não há problemas com a regência e com a concordância nominal e verbal; se há cacofonia, pleonasmo e todos os possíveis entraves que possam prejudicar a leitura.
  5. Leia com olhos de águia. Leia todo o texto com calma e, de preferência, em voz alta, para confirmar se a frase está coerente ou se há algum termo que não soe bem.
  6. Não procure erros onde eles não existem. Seja sincero (a). Se o texto está bem escrito, não há por que trocar um vocábulo que está correto por um sinônimo, só para mostrar que fez o seu trabalho.
  7. Analise se a formatação do texto está de acordo com o original. Veja, por exemplo, alinhamento do texto, cores e fontes, negritos e itálicos.
  8. Verifique se não há “pulos” no texto, ou seja, omissão de palavras ou frases, ou se há acréscimo de termos desnecessários.
  9. Utilize dicionários para se certificar do emprego correto de expressões e vocábulos. Bateu aquela dúvida? Dê uma olhada no VOLP e veja se aquela palavra realmente existe. Tenha bons dicionários, eletrônicos ou físicos, à disposição.
  10. Faça cursos para aperfeiçoar a sua revisão.

Caso tenha encontrado erros que chamem muito a atenção, oriente a quem escreveu o texto a buscar materiais de apoio para aprimorar a sua escrita, como por exemplo: livros de gramática, websites com dicas, cursos específicos, entre outros. Tente manter uma relação amigável com o (a) seu (sua) colega.

Nada impede de que você se torne um (a) revisor (a), mas lembre-se de que o trabalho desse profissional é de extrema importância, por isso deve ser levado a sério, com dedicação, estudo e muita atenção.

A você que está iniciando como revisor (a), muito sucesso!


Promova a cultura da empatia!

#TraduçãocomEmpatia #RevisãocomEmpatia

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